quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Sala de Aula: Formação do Brasil, do Espírito Santo e da Barra do Jucu

 A partir da base teórica da Pedagogia Histórico-Crítica buscamos construir as aulas em sala preparando para aula de campo com a visita técnica à região da Barra do Jucu. 

Concebemos a prática social como ponto de partida e de chegada da ação educativa, possuindo como elementos intermediários os momentos de problematização, instrumentalização e catarse. Nesse sentido buscamos o movimento dialético do singular-universal-particular entendendo que “a particularidade, como mediação, permite transformar a universalidade abstrata em uma totalidade concreta de determinações (particulares) vinculadas à natureza específica da singularidade do fenômeno ou objeto” (LAVOURA, 2018 p. 9). As singularidades trabalhadas, que são fenômenos em sua aparência, foram: o racismo, a memória e identidade afro-capixaba, os atrativos turísticos e o patrimônio histórico e cultural da Barra do Jucu e a memória e identidade da população da Barra do Jucu. O universal é a História Geral do Brasil e as particularidades que mediaram a relação entre singular e universal foram: A formação histórica do Espírito Santo; a História da Antiga Fazenda Jesuítica de Araçatiba; A história da formação da Barra do Jucu.

Construímos um arquivo (disponível para download em formato aberto e fechado ao final do texto) de slides através do Power Point para direcionar as aulas e diálogos na Sala de Aula.

Quando iniciamos as aulas no dia 23/09 a presença dos estudantes ainda era parcial com revezamento da turma em dois grupos (A e B), o que dificultou um pouco o andamento do projeto nos forçando a deixar alguns momentos idealizados no inicio de lado para garantir a aplicabilidade prática da pesquisa. Somente em 14/10, duas semanas antes de nossa aula de campo, que houve o fim do revezamento e podemos trabalhar com a turma integralmente. 

Buscamos partir da prática social dos estudantes, dialogando sobre a visão deles sobre as singularidades propostas nessa pesquisa, em especial, como eles percebem a desigualdade social e étnica na sociedade brasileira. Essa aula foi mediada e problematizada com os slides que trazia uma charge e dados estatísticos sobre a desigualdade.

Ambos os grupos foram unânimes antes e depois da problematização sobre a existência de desigualdades sociais e preconceitos raciais, porém alguns estudantes do Grupo consideraram que as desigualdades sociais independes da questão racial, entendendo que brancos e negros sofrem da mesma forma. Depois de analisarmos os dados houve uma aparente percepção por parte desse grupo de que as desigualdades sociais atingem em especial a população negra.

Depois iniciamos as aulas de História do Brasil mediado pelas particularidades até chegar à formação histórica da Barra do Jucu e às manifestações afro-brasileiras no Espírito Santo e na Barra do Jucu. Finalizamos em uma aula conjunta com a professora de artes Inara Novaes Macedo, membro da Banda de Congo Mestre Alcides e Mestre em Artes pela UFES cuja dissertação foi sobre o congo na Barra do Jucu, uma das referências dessa pesquisa.

Arquivo dos slides da aula em PDF

Arquivo dos slides da aula em PPT



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