quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

A Ponte da Madalena

A “Ponte Velha”, foi batizada de “Ponte da Madalena” em homenagem ao Congo da Barra do Jucu nacionalizado na música de domínio público gravada por Martinho da Vila, “Madalena do Jucu”. A entoada da música é tocada em vários núcleos de congo da região metropolitana de Vitória e a própria figura folclórica da Madalena tem uma versão específica para cada uma dessas regiões. Na Barra do Jucu entrou para o imaginário popular como o amor proibido entre uma mulher casada e um conguista que lhe deu o pseudônimo de Madalena já que não poderia revelar quem era o fruto de seu amor (Procurando Madalena, 2010).

A ponte atravessava o Rio Jucu ligando a Barra do Jucu à Reserva Ambiental Parque de Jacaranema. Muito utilizada por pedestres e ciclistas, além de servir para os pescadores amarrarem as embarcações. Ela desabou em 03 de dezembro de 2017 em decorrência de fortes chuvas e permanece caída até hoje.

Foi construída em 1896 e até a construção da Rodovia do Sol, a Ponte da Madalena era a passagem para o litoral sul do estado e caminho para o Rio de Janeiro. Lilico Valadares em entrevista para Galvêas (2005, p.113) disse que "os meus mais velhos contavam que os escravos a haviam feito, carregando areia da praia na cabeça para fazer seus pilares". 

Rodrigues (2021) defende que “a Ponte da Madalena precisa ser, além da ponte, um olhar na reserva” que representa o ambiente natural da região, a fauna e flora que resistiu e precisa ser mantida.

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