Principal rio
de abastecimento para a população da Grande Vitória, o Rio Jucu era o principal
meio de transporte da antiga “Fazenda de Araçatiba” servindo à população
barrense como meio de transporte, fonte de alimento e de trabalho como
barqueiros, transportando produtos, pessoas e ideias que circulavam pela antiga
fazenda de origem jesuítica.
“Em Araçatiba havia um trapiche bem montado, que embarcava e desembarcava mercadorias. Muitos índios e mestiços tornaram-se barqueiros. Seus descendentes exerceram esta atividade até a construção da segunda represa da CESAN, para a captação de água. (6) Ao compasso das remadas de barqueiros e pescadores, se deve o ritmo da batida de congo das bandas da Barra do Jucu”. (GALVEAS, 2005, p.36)
Sua nascente é em Domingos Martins e após percorrer os municípios de os municípios de Marechal Floriano, Viana, Cariacica e Vila Velha, deságua na Barra do Jucu, junto a Pedra da Concha. Em 1740 foi construído o canal de Camboapina, atualmente Rio Marinho, ligando o rio à Baía de Vitória, facilitando a comunicação da fazenda com a capital.
O Rio sofreu nos últimos anos um forte processo de degradação “por esgotos, desmatamentos, assoreamento, agrotóxicos, lixo e pela intensa captação de suas águas para abastecer a Grande Vitória” (GALVEAS, 2005, p.75).
Até 2016 acontecia a “Descida Ecológica do Rio Jucu” organizada pela Associação Barrense de Canoagem, o Consorcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Santa Maria e Rio Jucu e o Instituto Ecobacias com o objetivo de chamar a atenção para a situação do rio, o movimento foi interrompido devido aos altos índices de poluição.
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